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Publicado em 26/09/2026 10:03:21 • Agronegócio

Vem aí o Encontro Nacional de Pecanicultura

Terceira edição do evento será em novembro, em Bento Gonçalves
Nogueira em floração, em Passa Sete (Foto: Vivairo Zago)

Com o tema "Produção eficiente, mercado e agregação de valor à noz-pecã", o Encontro Nacional de Pecanicultura (ENAPecan) 2026 será realizado nos dias 12 e 13 de novembro, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves. O evento reunirá produtores, pesquisadores, técnicos, empresas, instituições e profissionais do setor em dois dias de conhecimento, conexões e novas oportunidades.

A programação abordará comercialização e mercado, implantação de pomares produtivos, saúde do solo, irrigação, manejo fitossanitário, inovação, turismo, gastronomia e agregação de valor, com pomares de alta produtividade, experiências de sucesso e inovações na cadeia. O evento também contará com momentos de integração, rodada de negócios, experiências gastronômicas e uma tarde de campo na propriedade da família Cantelli/Pecantelli, na sexta-feira (13/11), com apresentação de experiência com o turismo. De manhã, em palestra, Rene Cantelli vai falar sobre “A inserção da noz-pecã em roteiros gastronômicos e no turismo de experiências”.

O ENAPecan é uma realização do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPECan), em parceria com a Emater/RS-Ascar, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Prefeitura de Bento Gonçalves, com correalização da Agroindústria Pecantelli, do Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecanicultura (Pro-Pecã), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS - Campus Bento Gonçalves).

Informações e inscrições pelo site do IBPecan

 

Produção como oportunidade

O tema da palestra do engenheiro florestal e extensionista da Emater/RS-Ascar, Antonio Carlos de Leite Borba, será a situação da produção de noz-pecã no Rio Grande do Sul. "Considerando o bom volume produzido na safra anterior, existe a possibilidade de alternância de produção no ciclo 2026/2027, que poderá contribuir para uma redução da produção em determinados pomares, dependendo também das condições climáticas e do manejo adotado pelos produtores ao longo do ciclo", avalia.

Para garantir uma boa produção, Borba orienta sobre a importância de concluir as podas antes da brotação, observar se as plantas estão brotando bem, e manter o pomar manejado, controlando a vegetação junto às plantas e nas entrelinhas. Com o início do crescimento, aumenta a necessidade de água e nutrientes; por isso, a adubação deve considerar a análise de solo e as condições do pomar, e a disponibilidade de água deve ser acompanhada, principalmente nas plantas jovens. Também é hora de monitorar doenças, formigas e outros insetos. Com a floração, deve-se observar a presença de flores masculinas e femininas e a coincidência da floração entre as variedades, favorecendo a polinização e o pegamento das nozes.

"Nessa época em que estamos, entre setembro e outubro, a nogueira-pecã sai da dormência e inicia a brotação e a floração”, diz o extensionista, ao ressaltar que a floração da nogueira pecã vai até meados de outubro, variando conforme a cultivar plantada. “Os cuidados são fundamentais para o desenvolvimento das plantas e a produção da próxima safra", aconselha.

Segundo dados recentes do IBPecan, a área total cultivada com nogueira-pecã no Rio Grande do Sul é de aproximadamente 6,3 mil a 7,2 mil hectares. No Estado, a variedade Barton é a cultivar mais plantada e difundida. A Desirable é muito valorizada no mercado, devido ao grande tamanho de suas nozes e excelente qualidade de amêndoa. Já a Success é outra variedade bastante cultivada em regiões tradicionais, como no Vale do Taquari.

"Nos últimos anos, a nogueira pecã tem tido grande visibilidade e procura por parte dos agricultores, em especial para diversificar a produção e aumentar a renda das famílias”, analisa o extensionista, ao destacar que, para a agricultura familiar, a nogueira-pecã pode representar uma alternativa de diversificação, agregação de valor e composição de renda ao longo do tempo. “Seu potencial está diretamente relacionado ao planejamento e ao bom manejo do pomar. Por isso, o papel da Assistência Técnica e Extensão Rural e Social é colaborar com o agricultor a transformar o interesse inicial em uma decisão segura, que considere as condições agronômicas, econômicas e comerciais de cada propriedade", finaliza Borba.

Fonte: Adriane Bertoglio Rodrigues / Emater/RS-Ascar
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