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Publicado em 2021-10-18 12:59:21

Plantio do milho é favorecido pelo clima e chega a 65%

Toda a área já cultivada encontra-se em germinação e desenvolvimento vegetativo
Crédito: Carina Venzo Cavalheiro / Emater/RS-Ascar

O tempo favorável contribuiu para ampliação do plantio do milho durante a última semana no Rio Grande do Sul, que chegou a 65%. Segundo o informativo conjuntural publicado e divulgado pela Gerência de Planejamento (GPL) da Emater/RS-Ascar, toda a área já cultivada encontra-se em germinação e desenvolvimento vegetativo.

Na regional da Emater de Soledade, a boa germinação/emergência das lavouras foi favorecida pela umidade do solo, pois com as chuvas amenas não houve problemas de formação de crostas de solo na linha de semeadura, que dificultariam a emergência das plântulas. Em grande parte das lavouras implantadas, foram realizados os tratos culturais de controle de plantas invasoras e aplicados os adubos nitrogenados em cobertura nas áreas que permitiam a execução da atividade para a adequada incorporação do nitrogênio ao solo. Agricultores monitoram a presença da cigarrinha.

Nas regionais administrativas da Emater de Ijuí, Santa Rosa, Pelotas e Santa Maria, os muitos dias de chuvas da semana impediram a evolução dos preparativos para a implantação da safra 2021-2022 e o plantio inicial das lavouras de soja. Produtores aproveitaram o tempo para realizar tratamento de sementes e regulagens de máquinas e equipamentos para a semeadura. Em condições de tempo firme, serão intensificados o preparo de áreas e o início do plantio do cedo. Na de Santa Rosa, o bom preço da soja estimula produtores à ampliação da área plantada, para a qual contribui também a troca de atividade produtiva, ou seja, a migração de bovinocultores de leite para o segmento da soja. Na de Pelotas, há locais onde vem sendo possível o tráfego de máquinas agrícolas e a operação das semeadoras mecanizadas para o plantio; em Herval, 3% da área de intenção de cultivo já foi implantada.

PASTAGENS

A elevação da temperatura e a umidade do solo melhoraram a oferta de forragem no campo nativo. Tais condições do tempo foram favoráveis também ao excelente desenvolvimento das pastagens perenes de verão, como o tífton e jiggs, que já oferecem forragem para pastoreios. A umidade do solo também facilitou a aplicação da adubação nitrogenada em cobertura, que estimula o aumento de produção de forragem.

As pastagens anuais de inverno se encaminham para o período de final de ciclo e foram beneficiadas pela regularidade de chuvas e manutenção de umidade nos solos, contribuindo para prolongar o período de utilização. A grande maioria das áreas de integração com lavoura já foram desocupadas, e em algumas pastagens de azevém a lotação foi diminuída para a ressemeadura natural ou produção e colheita de sementes. No momento, são implantadas pastagens anuais de verão, como o capim sudão, milheto e sorgo forrageiro. É observada uma boa oferta de forragem nas áreas de trevo e cornichão, em plena floração.

BOVINOCULTURA DE CORTE

As pastagens perenes de verão apresentam intenso rebrote, e o estado corporal dos rebanhos é considerado satisfatório. Segue o nascimento de terneiros da temporada. Os produtores mais tecnificados já começaram a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) em novilhas e vacas.

Em relação ao aspecto sanitário, o foco das ações recai em duas atividades:  início do manejo para controle do carrapato bovino e vacinação contra clostridioses. Em virtude da liberação de áreas para plantio das lavouras como soja, é grande a oferta de animais prontos para abate.

BOVINOLCULTURA DE LEITE

Os custos de manutenção da produção leiteira seguem altos, especialmente para criadores que utilizam concentrados e sais minerais; porém, o bom rebrote das pastagens perenes de verão vem possibilitando reduzir o fornecimento de concentrados, aliviando parcialmente a alta pressão dos custos.

 

O rebanho bovino apresenta bom estado corporal, mesmo os animais ainda mantidos em pastagens cultivadas de inverno e que recebem silagem, feno e ração concentrada no cocho. Em relação ao aspecto sanitário, a elevação das temperaturas provoca maior ocorrência de ectoparasitas, como os carrapatos bovinos, a mosca-do-chifre, e também os casos de bicheira (miíases).

As chuvas proporcionam a boa umidade do solo, que por sua vez promove melhorias na brotação e no crescimento das forrageiras. Por outro lado, o barro ao redor das instalações cria dificuldade do manejo das vacas e produz sujeira nos tetos. Tais situações, além de exigirem trabalho adicional de limpeza, podem também provocar o aumento da contaminação do leite.

OVINOCULTURA

As pastagens de aveia e azevém, mesmo em final de ciclo, ainda apresentam boa disponibilidade de forragem para pastejo. O período é principalmente de lactação dos cordeiros. Os rebanhos em geral apresentam bom escore corporal, inclusive os cordeiros, em bom desenvolvimento.

A maioria dos produtores estão dosificando o rebanho para controlar verminoses e fazendo tosquia de limpeza nas ovelhas. Alguns já realizam a tosquia a fim de obter o melhor preço com o início da safra de lã ou a melhoria na condição corporal naqueles rebanhos que vêm do campo nativo no inverno. Com a maior umidade nos campos, aumentam os cuidados com manejo dos cascos para evitar doenças como foot root.

 

Foto: Carina Venzo Cavalheiro

Fonte: Taline Schneider / Emater/RS-Ascar
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