

A predominância de dias ensolarados favoreceu a boa sanidade do morango, que está em plena produção nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (07/05), a baixa temperatura e a geada registrada no dia 28 de abril não comprometeram a emissão de flores, o pegamento e o amadurecimento de frutos. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, o pequeno volume de frutas colhidas provém principalmente de lavouras de um ano, e já estão sendo colhidos os primeiros frutos das plantas inseridas em fevereiro e março, oriundas da Espanha. O volume de frutos nesta época do ano está menor, devido à genética das plantas e ao período de renovação de plantas nos ambientes de cultivo.
Na região de Pelotas, os produtores de morango estão em fase de implantação das primeiras mudas recebidas, que apresentam ótimo desenvolvimento. Continua a limpeza das mudas de anos anteriores e as reformas das estruturas das estufas, além dos preparos das novas estufas para o recebimento de mudas. O preparo dos canteiros, tanto para o cultivo a campo quanto em bancada, também é realizado pelos produtores de morango na região de Santa Maria. Muitos encomendam mudas do comércio local, e oriundas do Chile.
Na região de Santa Rosa, a cultura do morango se encontra na fase de transplantio de mudas novas, as quais, em sua maioria, são importadas da Patagônia Argentina ou da Espanha. As plantas remanescentes da safra anterior apresentam baixa produtividade. Já na região de Soledade, as chuvas e a alta nebulosidade prejudicaram o crescimento de mudas recém-transplantadas, bem como de plantas de segunda safra (em fase vegetativa/reprodutiva). Os produtores ainda estão implantando novas áreas.
Banana - Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, a única área cultivada com bananas, com aproximado 1,5 hectare, apresenta boa oferta de frutos. No entanto, o abastecimento do mercado local segue sendo realizado por fruteiros de outras regiões, limitando a participação da produção municipal.
Caqui - Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, a colheita do caqui está em fase final, e os pomares apresentam bom desempenho produtivo e frutos de calibre e qualidade satisfatórios. A geada ocorrida no final de abril causou danos pontuais em pomares cultivados em locais mais frios, com queimaduras de folhas e de frutos. Apesar do aumento da umidade, não houve maiores problemas relacionados à doença antracnose. As próximas semanas ainda serão marcadas pela comercialização de frutos armazenados em câmaras frias do município e região. Na região de Soledade, está em fase final a colheita do caqui Fuyu.
Pêssego e Ameixa - Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, o período é de planejamento e preparação de novas áreas a serem plantadas neste ano. É realizada aplicação dos corretivos indicados pelas análises de solos e a implantação de plantas de cobertura de solo. Os viveiristas relatam que não há mais mudas disponíveis para este ano, e que as encomendas se concentram especialmente nas cultivares Jaspe e Eldorado.
Uva - Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, os produtores estão realizando a implantação de cobertura de solo, controle de cochonilhas e a limpeza de ramos afetados por doenças fúngicas.
GRÃOS DE VERÃO
Soja - A cultura está em final de colheita, alcançando 85% dos 6.624.988 hectares cultivados nesta Safra 2025/2026. Houve celeridade nas operações, favorecida pelo tempo seco e pela baixa umidade relativa do ar, que ampliaram a capacidade operacional diária, inclusive com extensão das jornadas. Restam por colher parcelas tardias e cultivos de safrinha, que ainda estão em maturação (14%) ou final de enchimento de grãos (1%). As produtividades médias regionais se situam em patamar moderado, e a variabilidade produtiva ainda é uma característica marcante da safra, como reflexo da distribuição irregular de chuvas ao longo do ciclo, de períodos de estiagem em fases críticas e de boas precipitações, que favoreceram o enchimento de grãos em lavouras tardias. Esse comportamento resultou em amplitudes expressivas de rendimento, tanto entre regiões quanto entre lavouras próximas. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha.
Milho - A colheita da cultura evoluiu de forma lenta e atinge 93% da área cultivada no RS nesta safra, que é de 803.019 hectares, condicionada principalmente ao ciclo das lavouras de safrinha, ainda em fases de enchimento de grãos e maturação fisiológica. A priorização operacional de culturas mais suscetíveis às precipitações do período também contribuiu para a menor intensidade das operações. Restam parcelas conduzidas em sistemas de menor escala, com colheita manual ou mecanização de menor capacidade. A sanidade das lavouras em safrinha, de modo geral, continua adequada. A Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média estadual de 7.424 kg/ha.
Milho Silagem - A colheita de milho para silagem atinge 92% dos 345.299 hectares cultivados no Estado, avançando de forma gradual em função do escalonamento das épocas de semeadura e da recorrência de chuvas, que têm provocado interrupções pontuais, limitando a trafegabilidade e as operações de corte, transporte e compactação da forragem. As lavouras remanescentes apresentam, em geral, bom desenvolvimento, adequada formação de espigas e elevado acúmulo de biomassa. Parte das áreas de segunda safra ainda se encontra em enchimento de grãos e início de maturação. Apesar de perdas localizadas associadas a restrições hídricas em fases críticas, a produtividade continua em nível satisfatório, embora esteja pouco inferior às estimativas iniciais. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica uma produtividade média de 37.840 kg/ha.
Feijão - Com a colheita do Feijão 1ª safra finalizada, as lavouras do Feijão 2ª safra se encontram em estágios reprodutivos, com avanço para maturação fisiológica e incremento da área colhida, que supera 20%. Contudo, as operações evoluem de forma gradual, limitadas pelo teor de umidade dos grãos e pela predominância de lavouras ainda em enchimento de grãos. O potencial produtivo está satisfatório na maior parte das áreas, sustentado pelo bom estado fitossanitário e desenvolvimento das plantas. A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares, e produtividade média de 1.401 kg/ha.
Arroz - A colheita se encontra em fase final no Estado, com avanço favorecido por janelas de tempo firme ao longo do período, ainda que interrompido pontualmente por precipitações, e atinge 96% dos 891.908 hectares projetados pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) para esta safra. As lavouras remanescentes estão em estágio de maturação plena, aguardando condições adequadas de trafegabilidade e redução de umidade nos grãos para conclusão das operações. O desempenho produtivo da safra está elevado, resultado de condições climáticas favoráveis durante o ciclo. A produtividade e a qualidade industrial apresentam patamares condizentes entre as regiões produtoras. Nesse contexto, destacam-se os elevados rendimentos de grãos inteiros e a baixa incidência de defeitos, o que indica qualidade superior em relação à safra anterior. A produtividade está projetada pela Emater/RS-Ascar em 8.744 kg/ha.