

Em uma sessão de júri marcada por debates intensos e alta expectativa, a atuação da advogada Taíse Fernandes Pereira, representante do Núcleo de Prática Jurídica (NPJUR) da URI Santo Ângelo, ao lado da acadêmica de Direito Alexia Giordana Backes Ziemniczak, ganhou destaque ao garantir a absolvição de um acusado de tentativa de homicídio. O julgamento, ocorrido nesta sexta-feira dia 27, no Tribunal do Júri da Comarca de Santo Ângelo, culminou na aceitação da tese de negativa de autoria, sustentada pela defesa.
A advogada e sua equipe, que atuaram de forma gratuita por meio do programa de assistência jurídica da URI, concentraram sua estratégia defensiva na insuficiência de provas que vinculassem o réu ao crime. Durante sua argumentação, Taíse Fernandes questionou as fragilidades no conjunto probatório, as inconsistências nos depoimentos e as contradições apresentadas pelas testemunhas da acusação, afirmando que o princípio constitucional da presunção de inocência deve prevalecer.
Em sua sustentação oral, a defensora enfatizou que, sem provas inequívocas apresentadas pelo Ministério Público, o réu não poderia ser condenado. Ela reforçou que as lacunas na investigação não sustentavam a responsabilização criminal e que, diante da dúvida, o Conselho de Sentença deveria decidir em favor do acusado, seguindo os ditames do direito e da justiça.
A argumentação sólida da equipe defensiva encontrou acolhimento junto aos jurados, resultando na decisão pela absolvição do réu. A vitória foi comemorada pela equipe do NPJUR, que destacou não apenas a relevância do trabalho em prol da promoção do acesso à justiça, mas também a qualidade técnica da formação jurídica oferecida pela URI Santo Ângelo.
Visivelmente emocionada após o julgamento, a advogada Taíse Fernandes destacou o compromisso do Núcleo com a defesa qualificada. "Foi um trabalho construído com responsabilidade, estudo e atenção aos detalhes do processo. A absolvição demonstra que o Tribunal do Júri valoriza argumentos sólidos e respeita as garantias fundamentais dos cidadãos", afirmou.
A atuação também serviu como experiência transformadora para a acadêmica cerro-larguense Alexia Ziemniczak, que vivenciou as exigências e desafios de um julgamento em tempo real, integrando teoria e prática para sua formação profissional.