

Ação conjunta, em continuidade à vistoria anterior da PATRAM, localiza aves com sinais de mutilação e apreende medicamentos veterinários; a destinação dos animais será definida com ONGs parceiras
Nesta terça-feira (3/2), a Polícia Civil de Porto Xavier desencadeou a segunda fase da operação Espora de Aço, com apoio de agentes da Polícia Civil participantes da operação Fronteira e da Patrulha Ambiental (PATRAM) de São Luiz Gonzaga. A equipe realizou vistoria em um imóvel no centro da cidade, apreendendo 48 aves da raça Mura — 42 galos adultos e 6 frangos —, além de medicamentos de uso veterinário e seringas. A ação dá sequência a uma vistoria anterior que havia identificado indícios de rinha de galos no local.
A diligência ocorreu na manhã desta terça-feira, na Rua Quinze de Maio, área central, endereço já conhecido em procedimentos investigatórios da Delegacia. Segundo o histórico da ocorrência, o local é apontado como ponto de rinha de galos, motivo pelo qual foi determinada a nova vistoria e a apreensão dos animais e insumos encontrados.
No imóvel, a equipe catalogou:
42 aves adultas (galos Mura) e 6 frangos (Mura);
Medicamentos veterinários: 2 frascos de Marcepton Oral 20 ml (um vazio e um parcialmente utilizado); 1 frasco de Tormicina LA 50 ml (parcialmente utilizado); 1 frasco de Ripercoll 30 ml (parcialmente utilizado); 1 frasco de Potenay 50C 10 ml (parcialmente utilizado); 3 frascos de Monovin B12 20 ml (um parcialmente utilizado e dois quase vazios);
5 seringas (cor laranja, fabricação nacional).
O responsável pelo imóvel foi ouvido na Delegacia e negou a prática de rinha, afirmando que criava os galos para consumo e fins ornamentais. Ele declarou que os medicamentos serviriam para tratamentos eventuais nos animais. Após os procedimentos, permaneceu como fiel depositário das aves até nova determinação judicial. Porém, em ação recente, foi encontrada no local uma arena para rinhas.
A Polícia Civil avalia, junto a ONGs parceiras, a destinação mais adequada para os animais, levando em conta o bem-estar e as condições de acolhimento. A investigação segue em andamento e poderá resultar em responsabilização com base no artigo 32 da Lei 9.605/98 (maus-tratos a animais), além de eventuais delitos correlatos.
Pessoas encontradas participando de rinhas de galo, mesmo que espectadoras, poderão ser presas em flagrante pelo crime de associação criminosa, que prevê pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, além do crime do artigo 32 da lei ambiental.
Denuncie quaisquer maus-tratos contra animais para a Polícia Civil em Porto Xavier pelo telefone: (55) 9.8423.8475.